Padre Fellinto
A Igreja no Brasil
 
 
02.Nov - Vaticano dá orientações sobre cremação e conservação das cinzas

A Santa Sé, através da Congregação para a Doutrina da Fé, publicou um novo documento, no qual recorda as normas sobre o sepultamento dos mortos e, sobretudo, a conservação das cinzas.


No último dia 25 de outubro, no Vaticano, foi apresentado esse documento que aponta as orientações sobre sepultamento, cremação e conservação das cinzas dos falecidos.


Confira o que a Igreja orienta sobre os procedimentos pós-morte:


Conservar o costume


Com a Instrução Piam et constantem, de 5 de Julho de 1963, o então chamado Santo Ofício, estabeleceu que “seja fielmente conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis”, acrescentando, ainda, que a cremação não é “em si mesma contrária à religião cristã”.


Não negar sacramentos e exéquias


Não devem ser negados os sacramentos e as exéquias (encomendação/funerais/enterro) àqueles que pediram para ser cremados, na condição de que tal escolha não seja querida “como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja”. Esta mudança da disciplina eclesiástica foi consignada no Código de Direito Canónico (1983) e no Código dos Cânones da Igreja Oriental (1990).


Dar preferência para sepultamento em cemitério


Seguindo a antiga tradição cristã, a Igreja recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos sejam sepultados no cemitério ou num lugar sagrado.


Não ofender os ritos


Não são permitidos comportamentos e ritos que envolvam concepções erróneas sobre a morte: seja o aniquilamento definitivo da pessoa; seja o momento da sua fusão com a Mãe natureza ou com o universo; seja como uma etapa no processo da reencarnação; seja ainda, como a libertação definitiva da “prisão” do corpo.


Sepultar os mortos é obra de misericórdia corporal


A Igreja considera a sepultura dos mortos como uma obra de misericórdia corporal. A sepultura dos corpos dos fiéis defuntos nos cemitérios ou noutros lugares sagrados favorece a memória e a oração pelos defuntos da parte dos seus familiares e de toda a comunidade cristã, assim como a veneração dos mártires e dos santos.


Respeitar a vontade manifestada pelo fiel em vida


Quando se escolhe a cremação por algum motivo como higiênico, econômico ou social, essa escolha não deve ser contrária à vontade explícita ou razoavelmente presumível do fiel defunto, a Igreja não vê razões doutrinais para impedir tal prática.


Não desviar da doutrina cristã


A cremação não é proibida, “a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã”.


Conservar as cinzas em local sagrado


As cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica.


Não conservar as cinzas em casa


A conservação das cinzas em casa não é consentida. Somente a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa em casos especiais.


Não dividir as cinzas entre os familiares


As cinzas, no entanto, não podem ser dividias entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas.


Não dispersar as cinzas no ar, terra ou água


Não é permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objetos.


Fonte: A12

Indique a um amigo
 
 
 

Copyright ©
Warning: date(): It is not safe to rely on the system's timezone settings. You are *required* to use the date.timezone setting or the date_default_timezone_set() function. In case you used any of those methods and you are still getting this warning, you most likely misspelled the timezone identifier. We selected the timezone 'UTC' for now, but please set date.timezone to select your timezone. in /home/fellinto/public_html/index.php on line 204
2019 Padre Fellinto. Todos os direitos reservados.